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Pastor expulso de aldeia por rejeitar ritual católico no México

27 de janeiro de 2026

Autoridades de uma aldeia no estado de Oaxaca, no sul do México, detiveram por cinco dias e depois expulsaram um pastor protestante após ele se recusar a participar de rituais católicos locais. O caso foi denunciado pela organização de direitos humanos Christian Solidarity Worldwide (CSW), com sede no Reino Unido, que acompanha violações à liberdade religiosa em diferentes países.

O episódio ocorreu em Santiago Malacatepec, comunidade pertencente ao município de San Juan Mazatlán, no leste de Oaxaca. Segundo a CSW, no dia 15 de janeiro, líderes católicos locais exigiram que o pastor Mariano Velásquez Martínez participasse da festa católica romana da vila, dedicada a São Tiago. Entre as exigências estavam acender velas, ajoelhar-se e rezar diante da imagem do santo.

De acordo com o relato, Velásquez Martínez havia aceitado anteriormente uma função comunitária sob a condição de que sua participação na festividade se limitasse ao fornecimento de velas e flores. Ao recusar os atos de devoção diante da imagem, um dos responsáveis pela celebração apresentou queixa às autoridades locais.

A CSW afirmou que, desconsiderando os termos acordados inicialmente, líderes da aldeia ordenaram a detenção do pastor por cinco dias. Após esse período, ele foi amarrado com uma corda e levado a uma assembleia composta por cerca de 180 homens, onde as autoridades anunciaram que ele seria expulso da comunidade.

Segundo a organização, o pastor foi coagido a assinar um documento que formalizaria sua saída forçada da aldeia. Ele não recebeu cópia do material e teme que o documento seja utilizado para sustentar a versão de que teria deixado o local de forma voluntária. Após a expulsão, Velásquez Martínez, sua esposa e o filho de três meses passaram a viver temporariamente com familiares na cidade de Oaxaca.

Velásquez Martínez liderava a Iglesia Camino Nuevo y Vivo, congregação com cerca de 25 membros em Santiago Malacatepec, desde que o pastor anterior também foi deslocado à força em 2023. O caso ocorre meses depois de o Congresso do Estado de Oaxaca aprovar, em setembro, uma lei que criminaliza o deslocamento forçado, prevendo penas de 10 a 18 anos de prisão, além de multas. Oaxaca é o quinto estado mexicano a adotar legislação desse tipo, junto com Chiapas, Guerrero, Sinaloa e Zacatecas.

Autoridades locais informaram à CSW que aproximadamente metade dos casos de deslocamento forçado registrados no estado pode estar relacionada à intolerância religiosa. Diante disso, o advogado Porfirio Flores Zúñiga, representante da Fraternidade de Pastores, solicitou à Procuradoria-Geral e à Secretaria de Governo de Oaxaca a aplicação da nova Lei de Deslocamento Forçado ao caso.

Flores Zúñiga apresentou uma queixa-crime contra os funcionários locais Melquiades Castro e Andrés Retes, acusando-os de abuso de autoridade e atos arbitrários, segundo o jornal El Universal Oaxaca. Também foi protocolada uma denúncia junto à Defensoria dos Direitos Humanos do Povo de Oaxaca, solicitando providências. Até 19 de janeiro, nenhuma medida havia sido adotada, o que levou o advogado a classificar a resposta do Estado como insuficiente diante da intolerância religiosa.

Em nota, a diretora de defesa de direitos da CSW, Anna Lee Stangl, afirmou que a detenção arbitrária e o deslocamento forçado da família são inaceitáveis. Segundo ela, o caso evidencia falhas dos governos estadual e federal em cumprir compromissos constitucionais e internacionais de proteção aos direitos humanos, especialmente à liberdade de religião ou crença.

A Constituição mexicana garante liberdade religiosa e outros direitos fundamentais, mas também reconhece o sistema de “Usos e Costumes”, que permite a comunidades indígenas manterem formas próprias de organização. Na prática, esses costumes frequentemente entram em conflito com garantias constitucionais, resultando em tentativas de imposição de uniformidade religiosa e em violações contra minorias.

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